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[FLH0401-8] Teoria da História I

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No primeiro vídeo do primeiro bloco do curso de Teoria da História I é feita uma apresentação geral do curso e de seu tema: a matriz dialética da história. O tema será desenvolvido retomando a obra dos dois grandes marcos da matriz dialética da história, Georg Hegel e Karl Marx. Depois dessa apresentação geral, será feita uma breve contextualização da época na qual Hegel viveu e elaborou seu pensamento, caracterizada pelo embate entre o Iluminismo e seus críticos. Nesse quadro, Hegel redefiniu os conceitos-chave de razão e de espírito em função de sua concepção de história.
Na sequência da contextualização iniciada no vídeo anterior, este vídeo trata do conceito de espírito de Hegel a partir da definição do livro “Fenomenologia do espírito”, publicado em 1807. Lá as três figuras principais do espírito humano são a consciência, a autoconsciência e a razão, ou o espírito propriamente dito. O vídeo descreve brevemente cada uma dessas figuras, ou formas fenomenais do espírito, e a passagem dialética de uma para a outra, concentrando-se na conhecida dialética do senhor e do escravo, na figura da autoconsciência. Essa dialética é apresentada como exemplo do método seguido por Hegel em seus escritos e como protótipo de sua visão do mundo.
Este terceiro vídeo aborda a alocução inicial na qual Hegel problematiza seu próprio tema de estudo: a filosofia da história. O comentário visa explicitar o caráter sinuoso do modo de exposição dialético adotado por Hegel, conforme o qual sucessivas definições do problema são examinadas e superadas até Hegel alcançar uma definição satisfatória.
Depois de definir razão, Hegel a associa ao processo histórico e ao procedimento historiográfico de eliminação dos acasos. Ele completa a discussão com uma crítica aos historiadores de ofício e com a definição de concreto e abstrato.
Hegel examina as três categorias "pelas quais o rosto da história se exibe ao pensamento". Começa pela categoria da variação, explorando seu aspecto negativo, para chegar à categoria de rejuvenescimento, a partir de cujas oposições internas ele desdobra a terceira e última categoria, a "da própria razão", que é a do "fim último da história".
Ao especificar o que entende por "fim último" da história, Hegel apresenta duas noções de que há uma razão por trás dos fenômenos históricos: a do filósofo grego Anaxágoras e a do cristianismo. Depois de uma discussão de como seria possível conhecer os desígnios divinos, isto é, o "fim último", Hegel propõe sua filosofia da história como uma Teodiceia, na qual o aspecto negativo se subordina ao positivo e é este último que acaba por predominar na história humana.
Na primeira parte do texto, Hegel busca explicar como ocorre a determinação do conteúdo do espírito, como a razão se realiza na história. Ele opõe natureza e espírito para definir o espírito como um mundo mais complexo que natural, mas retoma um conceito caro à filosofia política europeia dos séculos XVII e XVIII: o de natureza humana. Depois de definir esse conceito, ele o critica, pois perceber as diferenças e não as identidades é a tarefa central do historiador. O filósofo tem de perguntar de onde vêm tais diferenças, isto é, como o espírito determina cada um dos seus conteúdos particulares.
Hegel define "espírito" pela dialética de consciência e autoconsciência e explica, também desse modo, o sentido da "liberdade" como característica inerente do ser humano. Ele completa esse quadro importante de definições com os conceitos de "mediação" e de "sujeito".
Hegel completa o argumento de que o espírito se distingue da natureza porque percorre um caminho de mediações até chegar ao "fim último" de cada momento representado por um povo na história mundial. Os exemplos dados por Hegel são os da formação individual e da Trindade cristã. Depois de expor a dialética do universal e do particular no caso dos povos, Hegel conclui explicando como o "conceito" é a semente espiritual que se realiza efetivamente na "ideia", definida como a dimensão da realidade que expressa ou espelha o conceito.
O conceito de liberdade definido como autodeterminação permite a Hegel distinguir três grandes etapas da história universal: o mundo oriental, no qual apenas o déspota é livre e, por isso, sua liberdade é mero capricho; o mundo greco-romano, no qual alguns são livres, mas sua liberdade depende da escravidão da maioria e, por isso, é efêmera e limitada; e o mundo germânico-cristão, no qual todos são livres e, portanto, o ser humano é concebido como ser livre. A liberdade é conquistada na história por uma dialética entre o saber-se livre e o fazer-se livre.
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