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Rayssa Pereira Mendes

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As recentes democracias da América Latina foram marcadas por escândalos de corrupção. Desde os anos 1990, casos de corrupção, como os que ocasionaram processos de impeachment sofridos pelos presidentes Fernando Collor de Mello (Brasil) e Carlos Andrés Pérez (Venezuela), o esquema de propinas de Salinas no México com a participação de Fujimori do Peru e o financiamento de campanha envolvendo Menem na Argentina foram noticiados mundialmente. Atualmente, como não poderia deixar de ser, o cenário político brasileiro que tem, por um lado, a maior operação contra a corrupção da nossa história, a Lava-Jato e, por outro, o duvidoso processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, sob a argumentação da luta contra a corrupção, mas com um novo governo composto por inúmeros citados, e alguns mesmo investigados, pela Operação Lava-Jato. Estes casos, no entanto, não são excepcionais: o envolvimento de parlamentares, prefeitos, vereadores e autoridades, no geral, são recorrentes no contexto latino-americano. A corrupção é, inevitavelmente, uma das causas de desconfiança política da população e de uma consequente crise de representatividade no atual período democrático da América Latina, levando a um “desencanto” da sociedade perante seus respectivos governos. Além das implicações domésticas, há consequências externas para essa desvirtuação política, uma vez que a imagem não só dos países envolvidos, mas da América Latina em conjunto, é negativamente (re)construída. A corrupção, portanto, tem um significativo poder de influência na dinâmica geopolítica das relações internacionais, podendo ser decisiva, inclusive, na própria polarização do poder mundial.
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